Pacifiquez

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Leonildo Pacífico morava no Egito. Leonildo o querido, o belo.
Não bastasse o seu dia trabalhado e suado, durante a noite pacientemente ficava sonhando em ser o grande Líder da sua tribo. Só Pacífico traria a Paz! Tinha em seu nome o destino do povoado e em sua voz o clamor do sossego.

Mas Leonildo Pacífico decepcionou-se naquele dia, quando seu melhor amigo elegeu-se para ocupar o almejado cargo. “O desgraçado safado sabia. Sabia que eu sonhava ser o Líder! Traidor! TraiDOR… TRAIDOR!”

Pacífico como só ele, buscou seu machado de estimação e, em só golpe, arrancou o braço direito do ex-amigo que vinha ao seu encontro compartilhar o vinho da vitória. Pois e logo depois, pacificamente, degustou o vinho.

Não há como duvidar: a situação é sempre única.

* uma homenagem à Leandro Pacífico, que após perder o emprego, ateou fogo no local onde trabalhava e depois suicidou. A situação é única, e essa ele não faz de novo.

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Glória Reis

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Glória, oh Glória! Não se preocupe demais, você vai vencer…
(clique no PLAY e aguarde! espero que não enrole no cabeçote dessa vez.)
Glória Glória! Você vai vencer!
Bondescutaire y Hombre sin Nombre

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Simplesmente: Arrigo

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Aquele arrogante passou por aqui” – era só o que se escutava do povo daquela cidade, pois a novidade do dia era que Arrigo perdera o emprego.

Pudera, ” O chefe não soube explorar meu potencial!”, saiu enchendo a boca, e logo vangloriava-se, pois agora poderia iniciar uma caminhada. E caminhada seria bem o termo, pois o dinheiro acabou, e até mesmo para o ônibus ficara difícil. Boa chance para criticar o governo pelo “passe livre aos desempregados”, um problema de cunho social, mas logo vangloriou-se, pois agora poderia “manter as pernas mais belas e exercitadas da cidade”.
Num dia criticou o da padaria, que não fiava antigos clientes, vangloriando-se que em pouco tempo a compraria, e demitiria todo mundo, menos a moça do caixa, “que é apaixonada por mim”. Pois se era, naquele dia chegou em casa e sua mulher o abandonara. “HAHAHA, realmente não conseguiu aguentar o tamanho do pinto do Arrigo!”. Mas na tristeza de seu sorriso adoeceu e morreu em dez dias…

No seu bilhete de despedida não queria que espalhasse a notícia de sua morte, pois não gostava de ver muitas pessoas chorando, e também não queria prejudicar a economia da cidade com o luto… Se contentaria com um busto na praça central: “Arrigo: simplesmente Arrigo, o piadista diário da desgraça própria, afinal, brasileiro”.

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