Crescimento Pessoal

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Paty só dizia: “Quando eu crescer, quero ser igual a você…”.
Mas o que Paty não sabia, é que já era crescidinha. Queria andar no pedalinho, ou então algodão doce, queria aquilo tudo que ninguém achava que uma menina daquele tamanho deveria querer.

Por que Paty quereria algo tão simples se, hoje, bastaria casar com o nobre Sr. Leonardo? Afeiçoado, de boa família, um aristocrata de bens com origens duvidosas. Por que Paty deixaria de querer tal carinho? Poderia ter alazões, mas queria pôneis. Assistiria ao show do Lou Reed em Nova Iorque, mas queria um adesivo da Sandy autografado.

Sua mãe a questionava, e seu pai… preferia não comentar. Sua avó cobria Leonardo de mimos, com bolinhos de chuva e pães caseiros da horinha. Chamava-o “meu netinho”! E Paty parecia fingir que não entendia.

Bom, deve ser porque ela gostava mesmo era do Marcus André, aquele moreninho, que senta na fila da janela da sua sala, na 6a série do colégio estadual.

Bom, particularmente, acho que o Marquinho não tem chance…

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