Beatriz andava sempre rebolando, da direita para a esquerda, da esquerda para a direita. Não sei se andava fazendo pose ou se ela era perneta, mas a danada estava sempre remexendo.
Quebrava o quadril pulando a poça, subindo a escada da igreja, esperando o ônibus em frente ao trabalho. E se ia de saia rodada, ela era o samba que fazia a rapaziada feliz. Ah! Beatriz! Veja o que você fez… Quantos moleques na rua eu já não vi imitando seu balanço, com as mãozinhas na cintura e biquinho de francês.
Você que sempre deixou a porta aberta com seu rabo grande, derrubava a velhinha da banqueta do SUS e colocava o fio dental com o primeiro raio de sol. Só que naquele dia eu fui certeiro, você tem – sim – é bicho carpinteiro.
* já estava com saudades de escrever, e lá vai o jabá de quem me inspirou: meumundonina.blogspot.com
November 11th, 2009 at 13:34
Seu estilo já é mais marcado e consistente mas a moça inspiradora do seu post escreve bem também.
November 11th, 2009 at 14:54
Também acho.
Por isso casei-me com ela!
November 27th, 2009 at 14:47
A moça está longe de ser bondlaire, mas está feliz com o texto bundlaire!