Nasceu na beira do mar, ganhou um calção e, por horas a fio, pôs-se a nadar. Primaveras, verões e alguns invernos gelados não bastavam para a natação. Aperfeiçoou-se. Sabia nadar e era só o que fazia, naquele mar de veludo, olhando as gaivotas, imitando os peixes e tudo o que se mexia. Como as ondas ele aprendeu a nadar. E nunca haveria de esquecer.
Cresceu e ganhou um pé-de-pato, queria mergulhar. Na sua adolescência descobriu a arte de olhar debaixo da água, de prender a respiração, de interagir com aquele habitat tão diferente e surpreendente e voltar surfando na onda. E tudo que fazia agora era nadar e mergulhar, e nunca haveria de esquecer.
E só nadando e mergulhando desde então, aos 18 anos ganhou um arpão. E na primeira manhã, às 9 horas, aprendeu a matar. Foi o mais fácil de aprender.
March 5th, 2010 at 00:47
Incrível como vocês sabem que esse não é atual…
March 8th, 2010 at 08:51
“matando aprendeu a morrer”..