Quando um é pouco e dois é bom.

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O casal era tão bonito, tão bonito, que dava vontade de desmanchar…
Mas só para fazer um triângulo… e não é que tinha alguém que pensava nisso!

O dia todo, todos os dias. Não era apaixonada por um ou por outro: era apaixonada sim pelos dois juntos. Talvez pela energia que circulava entre eles ou quem sabe pelo carinho que tinham um pelo outro.

Bom, de qualquer forma Iara queria fazer triângulo. Falava do mundo tridimensional e de Pitágoras, pois considerava-se uma hipotenusa, ou hipotemusa utilizando o trocadilho (o porquê de todo o trocadilho ser infame) que ela mesma espalhava em segredo. Quando dava em samba, sentia-se a cuíca do Trio Mocotó.

E sem folga: cinema, teatro ou jantar, ela sempre dava um jeito de estar no meio dos dois. Mas em uma crise de ciúmes Iara virou estopim. E isso não terminou bem.
Iara tentou, era de se esperar, e piorou a situação, era de se prever. Hoje, do casal tão bonito. só a fotografia.

E de Iara?
Ah sim! ela está ali na sala com a minha esposa… conversando sobre esse assunto… há 27 dias.




3 Responses to “Quando um é pouco e dois é bom.”

  1. Nina Atenção:

    Praticamente uma premonição!

  2. Marina Speranza Atenção:

    Hahaha, interpretações e focos diferentes, mas diríamos que andamos com os mesmos temas, né? BR/BR/Fiquei pensando se quem lê os meus fica curiosa como eu fiquei com o seu. Tomara!

  3. bondelaire Atenção:

    BonDeLaire agradece.

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